O Rio Grande do Sul volta a ter bandeira preta na primeira semana do distanciamento controlado em 2021

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Mantendo a configuração provisória divulgada no primeiro dia do ano, o mapa definitivo da 35ª rodada do distanciamento controlado determina a volta da bandeira preta (risco altíssimo para coronavírus) ao Rio Grande do Sul, que será aplicada à região de Bagé a partir desta terça-feira (5), com vigência de uma semana. As outras 20 áreas receberam 13 classificações em vermelho (risco alto) e sete em laranja (risco médio).

O Comitê de Crise do Palácio Piratini indeferiu quatro pedidos de reconsideração do desenho preliminar, a exemplo do que havia feito três rodadas antes, em dezembro, na primeira vez em que o Estado teve bandeiras pretas no sistema. Na ocasião, esse status foi aplicado à própria região de Bagé e também à de Pelotas.

De acordo com o governo gaúcho, o risco altíssimo que voltou a ser atribuído a uma área gaúcha é resultado da combinação entre uma piora na taxa de ocupação de leitos por pacientes com Covid-19 e o fato de a região apresentar bandeira preta no indicador de hospitalizações para cada 100 mil habitantes.

Isso culminou no acionamento da nova regra do Distanciamento Controlado: a salvaguarda de bandeiras vermelha e preta. Implementada a partir desta rodada, a regra tem por objetivo garantir que os níveis de risco alto e altíssimo sejam aplicados quando a capacidade hospitalar estiver próxima de seu limite. No foco da medida está evitar o esgotamento da capacidade do sistema de saúde local em atender à demanda.

“Após avaliar os dados, decidimos indeferir os pedidos de reconsideração para que as regiões fiquem com a cor no mapa de acordo com a gravidade da sua respectiva situação”, ressaltou o governador Eduardo Leite. “As salvaguardas foram bem aplicadas e demonstram o nível de alerta por meio do mapa. Se as prefeituras consideram que devem ser mais flexíveis, podem adotar os protocolos da região.”

Dentre as 21 “Regiões Covid”, apenas Guaíba e Uruguaiana – que estão em bandeira laranja – não aderiram ao sistema de cogestão. O restante, incluindo Bagé, pode adotar protocolos próprios, elaborados pelas respectivas associações regionais, mas, no mínimo, iguais à bandeira anterior. Informações mais detalhadas podem ser conferidas em distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

Bandeira vermelha

– Cachoeira do Sul (em cogestão);

– Canoas (em cogestão);

– Capão da Canoa (em cogestão);

– Caxias do Sul (em cogestão);

– Ijuí (em cogestão);

– Lajeado (em cogestão);

– Palmeira das Missões (em cogestão);

– Passo Fundo (em cogestão);

– Pelotas (em cogestão);

– Porto Alegre (em cogestão);

– Santa Cruz do Sul (em cogestão);

– Santa Rosa (em cogestão);

– Santo Ângelo (em cogestão).

Bandeira laranja

– Cruz Alta (em cogestão);

– Guaíba;

– Erechim (em cogestão);

– Novo Hamburgo (em cogestão);

– Santa Maria (em cogestão);

– Taquara (em cogestão);

– Uruguaiana.

(Marcello Campos)