Produção de frutas é alternativa no distrito de São Pedro

Consolidado por seu potencial turístico, o distrito de São Pedro, que abriga a rota Caminhos de Pedra, foi o segundo roteiro mais procurado neste ano do município, com 82.323 visitas nos nove primeiros meses deste ano. Entretanto, a localidade não se destaca apenas neste âmbito. No Distrito, estão instaladas cerca de 90 empresas das mais diversas áreas.

Nesta quinta-feira, 20, o subprefeito do distrito, Leonir Cavalet e o secretário de Desenvolvimento da Agricultura, Dorval Brandelli, estiveram visitando um dos empreendimentos de sucesso que tem São Pedro como sede de seus negócios.

Propriedade da família Bellaver, formada Luís Carlos Bellaver e Lucia De Bona Bellaver, e seus filhos Maurício e Marcelo Bellaver, a Frutas MB é destaque em seu segmento. A família possui 48 hectares, onde cultiva uva, pêssego, ameixa e caqui, e tem na fruticultura sua principal fonte de renda.

A produção é exorbitante e diferenciada. São 1,3 milhões de quilos de pêssego (600 toneladas), caqui (400) e ameixa (300) produzidos por ano. Somados às 700 toneladas de frutas compradas de outras propriedades, a empresa comercializa 2 milhões de quilos. A capacidade de colheita é, em média, de 40 toneladas por dia. As variedades são vendidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Recife.

“A propriedade dos Bellaver já é consolidada aqui no Distrito. Eles cresceram de uma forma exponencial por conta própria, aproveitando as ótimas condições de clima da região, aliadas ao tino administrativo e aproveitamento de oportunidades. Ajudamos apenas com o necessário. O que queremos é mostrar para a nossa população que Bento Gonçalves tem condições favoráveis para a produção de multiculturas e isso é importante para o nosso desenvolvimento”, destacou o Subprefeito.

A propriedade, situada em área de montanha, se caracteriza por pequenas extensões planas e, em sua maioria, em áreas com inclinações entre 10 e até 30/40%, sendo cortada por estradas britadas que permitem acessar todos os pomares que, por sua vez, foram implantados em patamares, de tal forma que possibilitam a circulação de máquinas e equipamentos para os tratamentos fitossanitários e para a retirada da produção, durante a colheita. Alguns hectares também possuem cobertura antigranizo.

O uso de tecnologia também é fator determinante para os resultados obtidos. A propriedade conta, também, com 40 caixas de abelhas que contribuem na polinização das frutas. As atividades nos pomares (podas, adubações, raleio, tratamentos, colheita e seleção, encaixotamento e armazenamento) exigem, praticamente, o trabalho permanente de uma equipe de cerca de 40 funcionários entre permanentes e safristas.

“Conhecer, presenciar e ver os resultados das atividades dentro da propriedade da Família Bellaver é um feito que deve ser divulgado e comemorado. Tanto pela expressão de tamanho, quer em área cultivada, quer em volume de produtos colhidos. O trabalho realizado é motivo de elogios. É, com certeza, mais um exemplo de oportunidade que o interior demonstra, na possibilidade de ampliar e diversificar seus negócios, produzindo renda e riqueza na propriedade, o maior, senão o único, meio de fixação da família no meio rural. E isso estão conseguindo com muito trabalho, é verdade, mas aliados a um planejamento competente e ao uso de maquinários e das tecnologias disponíveis”, ressalta Brandelli.

Panorama da fruticultura brasileira

Segundo dados de 2017, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de países produtores de frutas, com uma produção que supera 40 milhões de toneladas nos últimos anos. A parte agrícola da fruticultura abrange em torno de 3 milhões de hectares, gerando pelo menos 6 milhões de empregos diretos. O país foca a sua produção no mercado interno, exportando apenas cerca de 3% das frutas que produz.

 

 

 

Assessoria de Comunicação Social

Fotos: Laura Kirchhof




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